quarta-feira, setembro 12, 2007

MOMENTOS DA MINHA VIDA

A querida Eliana lançou-me o desafio de escolher e dar a conhecer os sete momentos marcantes da minha vida. Entre bons e maus há muito mais do que isso. Decidi aceitar o repto e escolhi alguns, de forma um pouco aleatória. Mas só os bons, pondo de lado os maus, embora neste último ponto há um que é muito marcante: quando, aqui há uns anos, a minha casa, onde morava na altura, ardeu. É um trauma que, embora se vá atenuando com o passar do tempo, nunca se apaga de todo. Agora, deixemos isso de lado e vamos aos bons, ou pelo menos aqueles que ainda recordo com um sorriso ou saudade.

1- A primeira vez que vi televisão. Podem não acreditar, mas já tinha seis anos. A explicação é simples. Nasci em África e, na altura, não havia por lá esses aparelhos. Então, quando vim para Portugal, a grande excitação, minha e do meu irmão, era ver televisão. O problema é que chegamos de manhã bem cedo e, na época, as emissões televisivas só arrancavam às seis da tarde. Imagino que tenha sido um dia bem longo. À hora certa, ficamos maravilhados! Devo, no entanto, dizer que nem a caixinha mágica foi suficiente para que, passados uns dias, não estivessemos ansiosos por voltar à nossa terra e a toda a liberdade porque lá tinhamos. Infelizmente isso nunca aconteceu...

2- Quando fui pela primeira vez para a escola. Foi um dia memorável, que teve tanto de terrível como de bom. Na verdade, já tinha nove anos (os prmeiros anos de escola foram um bocadinho vida de saltimbanco) e ia para o quarto ano. Era uma miúda bastante tímida e não imaginam o quanto difícil foi entrar numa sala de aula onde não conhecia ninguém, nem imaginava como iria ser recebida. Quando entrei, os outros miúdos ao verem aquela estranha calaram-se, de surpreendidos, mas de imediato trataram de me dar as boas-vindas e de escolher uma cateira e companheira de lugar para mim. Passado meia-hora parecia que toda a vida tinha andado naquela escola.

3- O meu primeiro dia de trabalho. Era ainda muito novinha e nem sequer a faculdade tinha acabado. Mas foi a concretização de um sonho de infância e os primeiros tempos foram de um grande deslumbramento e alegria. Hoje em dia já não tenho a mesma paixão por essa profissão. Mas isso é a vida...

4- O nascimento da minha filha. Este é inevitável. E todas as mães sabem do que falo. Mas, devo dizer, que a primeira vez que vi a Teresa(já tinha nascido há umas cinco horas), o que senti foi uma enorme paz e tranquilidade!

5- Um anel de diamantes. Parece um coisa fútil e muito material, mas não é bem assim! Recebi esse anel passado pouco tempo da minha filha nascer e todo o significado simbólico que teve na altura para nós e que ainda hoje tem supera em muito o seu possível valor material.

6- Férias, viagens e simples passeios. Parece uma coisa banal mas não é. Em termos de tempo e de disponibilidade, a nossa vida aqui em casa nem sempre é fácil. Por isso, guardo na memória todos as viagens, passeios e férias que fizemos e onde, longe das rotinas, reuniões, compromissos e da ditadura do relógio e telemóvel, vivemos momentos maravilhosos e absolutamente inesquecíveis.

7- A compra da casa onde agora moro. Foi muito importante. Ainda não é a casa dos meus sonhos, mas não me posso queixar...


Agora que já sabem algus dos momentos marcantes da minha vida vou passar o desafio à Ana do blog Mijoninha, à Marizé, dos Tachos de Ensaio e à Bia, dona de este blog que muito aprecio.

6 comentários:

Marizé disse...

Querida amiga, obrigada por se lembrar de mim. Você é uma querida.
Beijos

Eliana Scaramal disse...

Aí amiga que coisa boa saber mais de você!! Adorei!!
Obrigada por atenter o meu convite!!

Marizé disse...

Querida Goretti, já respondi ao seu desafio. Passe pelo Tachos se quizer conhecer-me melhor.
Beijocas e bom fim de semana

bia disse...

Goretti, obrigada por pensar em mim ! Ja respondi outro dia! bjs

Natércia disse...

Querida Goretti seus momentos da vida são lindos.um bjs Natércia...

Cláudia disse...

Goretti, lindos e significantes os seus momentos. É interessante como não importa a nacionalidade, como somos iguais, e quantos sentimentos em comum tem importância para nós!

bjs